quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sonho real


Todas as quintas os Kveiras treinam. O que significa ser um Kveira? Significa andar forte, visando à evolução do condicionamento e ao aprimoramento da técnica. Significa também um esforço de aumentar a quilometragem e diminuir o tempo, preparando-se assim para futuras provas de mountain bike.

Não se vira Kveira da noite para o dia. É preciso muito treino, disciplina e dedicação. Até se transformar num Kveira é preciso passar pela categoria dos Kostelas. Apaixonados pela arte de pedalar, os Kostelas vão girando os pedais em busca de um ritmo capaz de lhes suprir as necessidades vitais. Encontrado o ritmo adequado, gradualmente vão ganhando experiência, resistência e aumentando a velocidade. Um dia amanhecem Kveiras.

Os Estribos são os aspirantes a Kostelas. Eles, naturalmente, fecham o grupo. Esses ossinhos pequeninos que pedalam pelos labirintos do ouvido vão ouvindo uma coisinha aqui, outra ali e vão se aventurando pela floresta dos erros até que um dia acertam e viram Kostelas.


Kveiras, Kostelas e Estribos formam a família do Pedal Continente. Todos são importantes e muito bem-vindos. Todos são os ossos do ofício da vida. E se para muitos a vida é um osso duro de roer, para nós viver é articular o prazer com a qualidade de vida. Talvez, por dentro do crânio, não saibamos a dimensão exata do esqueleto que formamos juntos. Entretanto, por fora do fêmur sentimos a solidez de um grupo que cresce em número, em confiança e em importância. E cresce rápido!

Nada justifica melhor a vida do que o prazer e a alegria. E isso é confirmado a cada passeio. Enquanto as pessoas normais matam um leão por dia para sobreviver às dificuldades que se lhes impõe o mundo, nós, os “fora da casinha”, fazemos o contrário: salvamos muitos leões por dia! Amantes da natureza e inimigos do estresse, trazemos o equilíbrio do ciclista para dentro de nossas vidas. O resultado é que nos tornamos diferentes e marcamos “consultas” com mecânicos, empobrecendo psicólogos e analistas.


A harmonia, muito mais que os músculos, é a responsável por animar nosso esqueleto. E se nosso raio X é harmônico, nosso código genético traz as figuras lendárias de João e Rinaldo pedalando pelas trilhas dos gametas e gritando: “Cromossomos felizes!!!”. Não precisa ser poeta ou cientista para confirmar o que digo. Basta subir na bicicleta e flutuar no tempo. Esse momento é o que supomos ser “o sonho real”. Mas não feche os olhos: “Buraaaaaacoooooo!!!!” “Caaaaarrrrroooooooo!!!!” Olha o ônibusssssssss!!!!!”

Prof. Charles.

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